30
Out
09

Divagando… devagar

Sentado em um assento do ônibus,
penso que, minhas rugas fizeram
mapas profundos no rosto do mendigo elegante.
E para me convencer do contrário:
uma mulher, realmente, linda
carregava uma bolsa
estampada com uma serigrafia
_ que de um soco, de uma lâmina cortando a carne, dizia:
“O poeta aponta para a lua,
o imbecil olha o dedo.”
E nestas situações que nos vemos pequenos,
aquela mulher fez tudo de mim … em segredo, em silêncio.
E ela nem soube.


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