Zé Carioca samba às margens do Lago Guaíba,
tirando notas líricas do sol como de um pandeiro d’ouro!
Estiquei o mapa de minha mão calejada à vida,
chegando a desviar o olhar e o pensamento de mim mesmo;
esquecendo-me e bebendo-me em cognaque [... drink my wine...] com palavras insólitas e solitárias,
unhas e roupas sujas de terra e suor azedo
por cair nas pedras pesadas do caminho
__em um futuro incerto de pão com ovo frito e radiozinho AM à prestação__.
Culpa de quem? Quem esgoelar?
Vários golpes de arma branca mal traçados no ar
[em batalhas imaginárias contra o inimigo invisível dentro de ninguém],
com o olho seco, vidrado e frio
estilhacei o serenar da mina d’água mineral com gás
que lavaria o seio de uma vida inteira pela metade
["... onde você já não faz mais parte da metade de nós dois..."].
Incinerei respostas pisoteadas pela sola de minhas botas,
cuspidas pelo desprezo e pela irrelevância de um flato.
Não sei de quem é o seio. Mocotó fede a porco!
Mofo fede! O sol irá sempre brilhar!
Coloquei as roupas no varal para secar [lavei-as, à mão, com amaciante Plufi e sabão KiCôco].
Outro verbo, massaroca revirada
e revolvendo a revirar…
em o já sem sabor chiclete léxico de tanto mascar… nhac, nhac, nhac,
samba do gringo doido [ e o quindim de iaiá, cumé, cumé, cumé?] que não quer se fazer traduzir
em um caldo grosso débil sentimental nos becos com hálito de mictório em qualquer um.
O que não foi dito, já o foi?
E o desdito, compreendido?
Por quem? Nem compreender.
Tergiverso às paredes grafitadas
que não são minhas e que me ignoram
… e até fogem de mim. Voltem!!!
Venha cabrocha, para o terreiro prometido de leite e mel!
Euuuu souuuu o samba…